sábado, 14 de junho de 2014

Desesperada


                                           

E de repente não há uma pessoa amigavel ao redor.
Tudo arrogante e em confronto.
Começou o pesadelo de minha autoria
e eu na fraqueza não soube ser capaz de deter a tempo.

Não há uma só pessoa íntima
cuja a liberdade me permita a abertura
Fico cá com esse coração sangrando
tentando achar a fenda para talvez tomar uma atitude.

Deus me livre do abandono.
Estou em fuga e meus limites são vastos.
Em mim mesma tento matar essa criatura
Mas seu rastro germina facilmente

Essa floresta acabará por tomar tudo?
Fico pensando e não admitindo, temendo.
Só queria um segundo de conversa
Sem nenhum tipo de rancor

Na tentativa de iniciar uma coisa
Estraguei ainda mais
Meu ponderar é manco
Se eu falo estou ferindo e se me calo detono.

Novamente parece que pulei de muito alto
Pra poder nadar sossegada
e estou rogando pro ar durar toda subida
e na loucura dessa vontade estranha...




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